17.6.13

ENTRETANTO OS FRANCESES QUEREM ARRUMAR O DURÃO BARROSO!!! NÃO ESQUECER QUE ELE QUER AJUDAR A MERKEL!!!

Críticas de Barroso à exceção cultural recebidas como afronta em França

Declarações do presidente da Comissão Europeia caíram como uma bomba em Paris, onde um dirigente socialista francês exclama: "Ou ele volta atrás ou parte!".
Daniel Ribeiro, correspondente em Paris *
Segundo Durão Barroso, os defensores da exceção cultural "não compreendem os benefícios da globalização, incluindo do ponto de vista cultural, para alargar as nossas perspetivas e ter o sentimento de pertencer à mesma humanidade" Olivier Hoslet/EPA Segundo Durão Barroso, os defensores da exceção cultural "não compreendem os benefícios da globalização, incluindo do ponto de vista cultural, para alargar as nossas perspetivas e ter o sentimento de pertencer à mesma humanidade.
"É espantoso e intolerável. Nada autoriza um presidente cooptado pelos seus amigos de direita no poder na Europa a dar lições à França. Nada autoriza o senhor Barroso a julgar uma decisão unânime do Conselho", diz Jean-Christophe Cambadélis, responsável no PS francês pelas questões europeias e internacionais, que esteve reunido este fim de semana, em Paris, com o chefe do PS português, António José Seguro.
O dirigente socialista francês reagia deste modo a uma entrevista do presidente da Comissão Europeia ao jornal International "Herald Tribune", na qual Barroso qualifica como "reacionária" a vontade de "alguns" de excluir o sector audiovisual e o cinema das negociações comerciais da União Europeia com os Estados Unidos.
"Isso faz parte do programa contra a globalização, que eu considero como totalmente reacionário", diz o português, antes de acrescentar: "Alguns dos que defendem a exceção cultural dizem ser de esquerda mas são, de facto, extremamente reacionários".

Afronta à França


Segundo Durão Barroso, os defensores da exceção cultural "não compreendem os benefícios da globalização, incluindo do ponto de vista cultural, para alargar as nossas perspetivas e ter o sentimento de pertencer à mesma humanidade".
As críticas de Durão Barroso foram recebidas em Paris como uma afronta à França, estando mesmo prevista ainda hoje uma reação oficial do Presidente François Hollande ou do Governo socialista de Jean-Marc Ayrault.
Numa difícil reunião, ocorrida na passada sexta-feira, em Bruxelas, a França conseguiu levar os ministros europeus do comércio externo a excluírem o cinema e o audiovisual das negociações com os EUA.
Num comunicado, Jean-Cristophe Cambadélis, que é igualmente vice-presidente do PS Europeu, reagiu com extrema violência: "Ou ele (Durão Barroso) volta atrás no que disse, ou parte!".

Bruxelas pôe água na fervura


Entretanto, tentando deitar água para a fervura, um porta-voz da Comissão indicou que Durão Barroso não se estava a referir à França nem às autoridades francesas, mas sim àqueles que "lançaram ataques pessoais contra o presidente, muitas vezes violentos e injustificados".
 
O "reacionário" referia-se a publicações e afirmações de personalidades políticas e culturais, que incidiam "mais sobre as pessoas do que sobre os argumentos de fundo".
 
"Isso é lamentável", acrescentou o porta-voz, antes de explicar que "reacionários são aqueles que não querem mudar, que querem manter o status quo e isso pode abranger muita gente".
* com Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas


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